A verdade sobre ganhar dinheiro na internet com publicidade e SEO – II

Há um tempo escrevi este texto sobre SEO e assuntos correlatos.

Agora volto ao tema com um panorama nada animador. Está cada dia mais difícil lidar com esse ramo de conteúdo na internet para ser remunerado por publicidade.

Desde 2011, o Google vem lançando algumas atualizações em seu algoritmo – com nomes de bichos – que têm sido o terror de blogueiros e editores de sites como eu. Primeiro foi o tal Panda. Agora uma tal atualização chamada Penguin tem sido aplicada nos últimos meses. E parece que vem por aí a atualização 2.0 do tal Penguin.

Medo!!!

O Google Panda intentava valorizar sites bem estruturados e com bom conteúdo, que proporcionassem uma boa experiência ao usuário.

O Google Penguin é mais específico e visa combater sites de spam, isto é, sites cujo conteúdo é de má qualidade, sem aprofundamento e que foca mais em palavras-chave, trocas de links e outras práticas artificiais do que em realmente passar uma informação útil ao visitante.

Os profissionais de SEO meio que idolatram isso tudo e ficam escrevendo textinhos explicando o que você deve fazer para não ser pego por essas atualizações e ter seus sites caindo nos resultados das buscas.

Tudo muito lindo e muito bonito.

O problema é que esses textos são baseados em interpretações ambíguas e bastante questionáveis tendo em vista alguns resultados que colocam nas primeiras posições sites absolutamente péssimos. As orientações do Google são como a Bíblia: Cada um acha o que quer e entende como quer, sempre com medo de alguma punição. E a verdade é que se você seguir tudo que sugerem que o Google espera de você, é muito provável que você só consiga piorar o desempenho dos seus sites nas buscas.

Porque o Google até pode estar querendo reduzir o número de spams nos resultados de seus índices, mas além de aparentemente não estar conseguindo, ele também está longe de posicionar favoravelmente sites e blogs pequenos, de autores comuns como nós, que podem sim ter um ótimo conteúdo.

Na prática, a teoria é outra

Talvez as técnicas recomendadas pelo Google podem funcionar, talvez elas permitam algum sucesso no longo prazo, mas o fato é que você não vai conseguir tocar o seu negócio na base do talvez. Negócios baseiam-se em resultados, e as técnicas padrões de SEO não garantem o menor resultado, porque são imprevisíveis, extremamente lentas e muito mal remuneradas.

E há uma verdade ainda pior: A maior fonte de renda do Google é o Adwords e o trabalho de pessoas como Matt Cutts (algo como um porta-voz do google) não é o de nos ajudar com o SEO dos nossos sites, e sim, reforçar os anúncios no Adwords fazendo do SEO algo confuso e ilógico, desencorajando esse trabalho. Ora, quando uma empresa não consegue ranquear bem seu site o que ela faz? Paga anúncios…

O único momento no qual o Google é preciso ao ajudar-nos a ranquearmos nossos sites, é quando ele nos aconselha a anunciarmos em seu sistema de anúncios – o Adwords. Quando o assunto é ranquear nas primeiras posições do Google, ele é a pior fonte de informações.

Nós, editores, precisamos de DINHEIRO para viver, e estamos no jogo por DINHEIRO, e não por acreditar na causa do bom conteúdo. E nem o próprio Google. O que ele quer mesmo é redirecionar o tráfego para seus anunciantes, que são quem bancam a coisa toda.

Para se ganhar dinheiro com a internet tem-se que fazer o que eu e algumas outras pessoas viemos fazendo: criação de dezenas de sites e a utilização de métodos mais agressivos de SEO como utilização abundante de palavras-chave pelas páginas, bons domínios, boas URLs e links artificiais, nem se sejam entre nossos próprios sites (ou o Google vai me punir até se eu linkar meus próprios sites entre si?).

Se o Google não vê essa estratégia com bons olhos, provavelmente ele fará o possível para tornar essa postura cada vez mais insustentável, como aparentemente tem feito. Mas tornando a vida de seus parceiros cada vez mais difícil, o que ele vai conseguir mesmo é expulsar seus editores do ramo.

Dizem que o Google quer é conteúdo original, bem escrito e interessante. Mas a remuneração obtida por esse conteúdo não banca essa qualidade toda. Pois não se tem a menor garantia de que um artigo bem pesquisado e escrito vá ser posicionado nas primeiras posições, que é onde se consegue uma melhor remuneração. Os melhores e mais bem pesquisados artigos deste site estão na quinta, sexta, SÉTIMA página de resultados.

Além de que o tempo e a dedicação que tal tarefa nos exige só permitiria que cuidássemos de no máximo dois ou três sites, piorando ainda mais a situação. As “exigências” que as atualizações do Google nos impõe são tantas, que seria preciso uma dedicação enorme a um só site para conseguirmos deixá-lo redondinho para seu sistema de busca. Mas como não há a menor garantia de um bom posicionamento, proporcional à dedicação e ao empenho, a coisa fica economicamente insustentável. Quisera eu me dedicar exclusivamente a dois ou três sites. Só que na atual circunstância, com poucos sites, eu mal conseguiria comprar comida. Eu preciso de dezenas deles para poder ter uma vida digna. E consequentemente não consigo tempo, nem energia para deixá-los todos bem estruturados e com um conteúdo diferenciado e perfeito.

Mais valeria ter estudado jornalismo e trabalhado num jornal.

Panda

Quando começou-se a falar no Panda, sugeria-se ações como estas:

  • Elimine páginas internas de baixa importância dentro do seu site.
  • Não tenha muitas páginas com o mesmo conteúdo. Na visão do Google é mais válido você possuir uma página boa do que várias páginas com conteúdo mediano.
  • Otimize a velocidade do carregamento do seu site.
  • Não pratique otimização excessiva.
  • Elimine as palavras-chave  redundantes, dê valor  a links externos de qualidade que sejam diversificados e deixe seus links internos visíveis para que se tenha uma boa indexação.

Eu realmente efetuei algumas dessas ações em vários sites. Principalmente neste, que quando ainda tinha um segmento só de frases, era o carro chefe dos meus sites.

Tudo que consegui foi ver meus acessos caírem gradativamente. Não houve qualquer sinal de melhora nos posicionamentos após as alterações efetuadas. Antes, não tivesse eu mexido!

Penguin

Aqui fica mais fácil resumir. As sugestões são:

  • Não utilize muitas palavras-chave no seu texto;
  • Não force a barra para conseguir links numa internet onde é dificílimo conseguir bons links. Evite guests-posts também.
  • Não otimize demais o seu site.

Perceba nas orientações tanto do Panda como do Penguin que é só “Não faça, Evite, Elimine”.

Sim, não faça nada disso e o máximo que você vai conseguir é NÃO APARECER em resultado algum.

Quando li por aí uma listinha como a anterior, me ocorreu um possível quarto item, que me parece cada vez mais válido:

  • Não blogue, não faça sites, não perca tempo com isso, sai fora dessa roubada. Conselho de amigo: Esqueça essa de ganhar dinheiro com a internet, elimine essa obsessão da sua vida;

Porque isso aqui está ficando a cada dia mais insustentável. Melhor arrumar um emprego decente, ao menos lá, sempre estará muito claro o que você deve e o que não deve fazer.

Leia mais

O MestreDosSites.com.br tem um ótimo texto com uma análise bastante lúcida e sucinta sobre o Google e suas ações no mercado: Clique e leia.

A verdade sobre SEO, adsense e ganhar dinheiro na internet

A maioria dos leitores deste site devem saber que vivo de renda online gerada pelo sistema de publicidade Adwords / Adsense do Google.

Faz bastante tempo que não escrevo sobre este tema. Porém ultimamente conclui diversas constatações a respeito deste segmento e venho aqui compartilhá-las com os interessados.

SEO

A primeira constatação, é que o segmento de SEO, isto é, de adaptação de sites para aparecerem no Google, funciona muito às escuras. Embora os estudiosos da área tentem dizer o contrário, SEO não é uma ciência exata. Há várias práticas recomendadas, mas não há qualquer precisão. Cada editor tem a sua experiência, e as conclusões que o pessoal que lida com isso vai conseguindo, derivam de uma observação de causa e efeito nem sempre corretas.

Por exemplo, o sujeito efetua algumas mudanças em seu site e então, nos próximos dias, o mesmo apresenta alguma melhora nas estatísticas de acessos. O sujeito fica crente de que a melhora se deve às suas últimas alterações, mas… NÃO HÁ NADA que comprove que foram elas que proporcionaram o aumento de seus acessos, porque esse aumento pode ser consequência de inúmeros outros fatores: alterações no algoritmo do Google, uma oscilação temporária no posicionamento dos resultados das buscas, um link recebido de algum site importante, um concorrente que foi punido, ou que jogou a toalha, etc.

Rodízio nos resultados

Haverá quem possa rir dessa afirmação, mas estando há alguns anos com vários sites no segmento de frases, não hesitaria em afirmar que os resultados do Google para nichos muito concorridos, cujos sites e conteúdos são praticamente os mesmos, apresentam um certo rodízio. Quem hoje está na primeira posição daqui a alguns meses vai cair para o meio da página e algum felizardo, dos muitos que estavam ali pelo meio da página vai ser exibido na primeira posição. Essa própria ideia de rodízio confirma minha visão que nem sempre uma queda configura uma punição por algo que tenha sido feito no site. A queda não passa de uma mera oscilação, ou revisão, dos resultados das pesquisas. Pelo que se vê, altos e baixos não são uma peculiaridade da vida offline, mas também, da vida online. Então o mais sensato é esperar os “baixos” passarem e aproveitar bem quando vierem os “altos”.

Trocas de links

Agora, recentemente, concluí em definitivo o quanto links de outros sites apontados para o seu site são FUNDAMENTAIS para um bom posicionamento: Uma certa página minha, relativamente importante, possuía uns 6 links de outros sites meus apontando para ela. Achando que esses links eram inúteis, removi-os. Aconteceu o óbvio, o posicionamento dessa página caiu uns 30% nos resultados do Google. Detalhe: eu havia esquecido dessa remoção e atribuí a queda à uma oscilação natural do Google. Depois que lembrei da remoção dos links, me dei conta da burrada que fiz.

Há uma certa unanimidade entre o pessoal que lida com SEO de que trocas de links (link schemes) são negativas. Mas não, elas não são necessariamente negativas. As próprias diretrizes do Google afirmam:

A seguir, temos exemplos de esquemas de links que podem influenciar negativamente a classificação de um site nos resultados de pesquisa:

[…]

Fazer muitas trocas de links (“Adicione um link para mim, e eu adiciono um link para você”)

Observe que as diretrizes afirmam que apenas MUITAS trocas de links PODEM ser punidas, e não que toda e qualquer troca de links sofrerá alguma penalização nos resultados das buscas.

Tenho um contato com um rapaz que é concorrente no segmento de frases com quem trocamos alguns links. Ele tem um único site e troca links a torto e a direito. Resultado: Ele está MUITO bem. Um outro conhecido chegou a comentar que o site daquele rapaz vai cair. Eu tenho minhas dúvidas.

Lembro muito bem da época em que meus sites foram atingidos por uma atualização do Google chamada de Panda. Na neura de estar sendo punido pelos excessos de links entre meus próprios sites, lá fui eu e retirei a maioria deles. Mais uma vez, aconteceu o ÓBVIO: o número de acessos caiu ainda mais. Por quê? Porque a queda inicial promovida pelo Panda não se devia às minhas trocas de links entre meus próprios sites. E eu jamais vou saber a que aquela queda se deveu. Porque o Google é assim: Ele não vem e diz: Olha, o teu site caiu por isso e mais aquilo. E pra piorar a compreensão: Alguns meses depois dessa queda assustadora, os meus sites atingiram um pico de acessos muito superior à atualização do Google Panda, o que fez de 2012 o ano mais próspero para mim, até então…

Vai entender…

Por isso repito: Precisamos estar muito atentos para não atribuirmos aos nossos bons ou maus resultados causas as quais não temos como averiguar. E em se tratando de SEO, a verdade é que NUNCA temos como averiguar.

Spams

Outro equívoco dos especialistas em SEO é crer que encher uma página de palavras-chave (keyword stuffing) é spam. Não necessariamente. Spam é sua página falar de carros e você encher as meta-tags com palavras como sexo, mulheres, etc. Mas se sua página fala sobre carros e você a entope de palavras-chave relacionadas a carros, então você não está fazendo spam, ao contrário, está ajudando o google-bot a entender do que se trata sua página.

Show me the money

O Google volta e meia me manda sugestões para mudar tal bloco de anúncio para outro formato, ou coisas assim, que então meu faturamento naquele bloco pode aumentar 20%. Acho bobagem. Bastaria ele posicionar melhor ALGUNS dos meus sites e meu faturamento alcançaria 200% ou (bem) mais. O que eu quero dizer com isso? Que lidar com o adsense é muito simples: Alguns blocos grandes acima da dobra do navegador, uns blocos de links espalhados pela página, um esquema de cores padrão e pronto! não perca mais tempo com isso. Gaste seu tempo e energia conseguindo ACESSOS. O que vai te dar lucro é GENTE no seu site. Essas minúcias técnicas com as quais os especialistas adoram lhe amedrontar não passam de distração para o que realmente é importante: As primeiras posições nos resultados do Google.

O mesmo ocorre no segmento de afiliados no Brasil. Há hoje em dia dezenas de empresas e sistemas de afiliados. A pompa é grande, mas dinheiro grande, que é bom, nada! Já tentei a maioria deles. Ao menos no meu segmento, TODOS apresentam resultados pífios. O único sistema de afiliados verdadeiro – leia-se: que dá dinheiro – no Brasil atualmente chama-se ADSENSE.

Oi, eu tenho um blog

Querer viver só de BLOG atualmente é loucura. Há vários e vários textos falando sobre isso e tentando ensinar o caminho das pedras. É bobagem, não acredite. Há exceções, sim, mas são raríssimas, de gente muito competente numa certa área onde role algum dinheiro e que começou na hora certa. Fora isso, quem ganha dinheiro com publicidade online atualmente é gente que tem centenas de sites, a maioria de conteúdo estático (sem publicações regulares, como num blog).

Neste segmento, dizem que conteúdo é o rei. É, e não é. Uma experiência recorrente nos meus blogs e de conhecidos, é que quanto mais você escreve, e quanto mais posts publica, menos acessos você tem. Não entendeu? É simples: Há 3 anos eu tinha metade dos textos que tenho neste blog, e tinha o mesmo número de acessos. Vou explicar de novo: Hoje eu tenho O DOBRO de textos, e meus acessos se mantém os mesmos. Um conhecido está apostando alto – e caro – num site para mulheres e a conclusão dele é a mesma: muito esforço pra pouco retorno.

Há uma conversa recorrente de que o Google tende a valorizar cada vez mais conteúdo autêntico e trazer para o segundo plano sites de qualidade mediana ou baixa. O Google certamente pode estar tentando seguir por esse caminho. Mas a verdade, é que não está conseguindo. Há cada tranqueira nas primeiras posições, mesmo atualmente, que é difícil acreditar no contrário. E não digo só pelos meus sites, mas sites de outras pessoas, com conteúdo BOM, que mal alcançam a primeira página dos resultados.

Mesmo assim, se você for otimista, eu diria que para viver de blog atualmente, precisaria do seguinte:

– Começar o blog com alguma atividade paralela remunerada, pra pagar suas contas enquanto o blog não deslancha, pois um blog leva tempo para se estabelecer.

– Escolha um nicho bem consumista: carros, saúde, imóveis, turismo, moda, tecnologia, isto é, nichos onde tem gente investindo MUITO dinheiro em publicidade; nichos que sejam representados por produtos vendáveis. Não faça como eu, escolhendo o segmento de frases e auto-ajuda, que tem alta demanda de busca, mas pouco dinheiro envolvido.

– Seja qual for o nicho escolhido para o seu blog, escolha um cujo tema você AME de paixão. É o único meio de se livrar do fardo do trabalho e viver de uma ocupação que você faria de graça. Até porque será um martírio para você ter que lidar diariamente com um tema que não goste.

– Aprenda TUDO que puder sobre técnicas de publicação de sites: HTML, PHP, CSS, WORDPRESS, SEO, Marketing online, etc. A não ser que você seja muito bom e tenha muita sorte, dificilmente a renda inicial do blog vai poder manter um web-designer pra cuidar desses detalhes pra você. Se você não gosta ou não tem paciência para assuntos técnicos, e não tem dinheiro para pagar um web-designer, desista.

Vender: A atividade que verdadeiramente dá dinheiro

Quanto melhor for o nicho escolhido, do tipo que envolve produtos vendáveis, maior sua chance de se dar bem, principalmente com os programas de afiliados que critiquei anteriormente. Para o segmento de frases e afins, os programas de afiliados são péssimos, porque o povo que procura frases tende a ser jovem, a não ter muito dinheiro, ou está ali se distraindo, sem intenção de gastar. Agora pense por outro lado: Vamos supor que você tenha um blog que faça resenhas dos seus gadgets (celulares, tablets e outros). Então nas páginas de suas resenhas você coloca um link de afiliado que vende exatamente o produto resenhado. Suas chances de vender são grandes, não? Porque a pessoa que procura sua resenha provavelmente está com dinheiro e está bem interessada em adquirir o produto. Seu público será altamente específico e de poder aquisitivo considerável.

Vender produtos online ainda é a forma mais efetiva de se ganhar dinheiro pela internet, depois da publicidade online. Algumas empresas oferecem ótimos sistemas de e-commerce a custos mensais super acessíveis, de modo que você não vai se incomodar com manutenção técnica de seu site. Seu trabalho será conhecer os fornecedores, cadastrar os produtos e revender, investindo na divulgação da sua loja virtual, através do facebook, twitter, adwords ou email marketing. Há hoje em dia lojas virtuais dos mais variados segmentos: eletrônicos (maioria), bijuterias, artigos para pesca, luminárias, decoração, artesanato, sex-shop, sebos, etc.

Há uma outra categoria de produtos para se vender na internet que são os infoprodutos. São ebooks, isto é, livros eletrônicos que ensinam a fazer alguma coisa; são como manuais. Eu tenho um: Um livrinho digital sobre Autoestima o qual reúne de forma ordenada e facilitada para o comprador todo o conteúdo – e mais um pouco – que já escrevi neste site sobre autoestima, e que volta e meia me rende uns trocados.

Porém a maioria dos vendedores desses infoprodutos vendem ebooks que ensinam como vender ebooks na internet. A coisa é muito próxima do esquema de pirâmide. Vendem pouco, por muito. Tem muito picareta e aventureiro nesse meio. Eu tenho dó de quem se arrisca a pagar 100, 150 reais por meia dúzia de ebooks mal escritos e mal formatados cujas informações já estão disponíveis na internet. O marketing que eles usam é abusivo e mentiroso. Prometem ganhos altíssimos que só quem está no ramo há um bom tempo e tem uma boa experiência pode alcançar. E a verdade é que é preciso uma certa habilidade técnica para lidar com internet. Um certo tino comercial também, além de muita dedicação e comprometimento. Nem todos vão conseguir implantar e manter esses sistemas, seja por inabilidade ou por preguiça mesmo, além de que para de destacar nesse segmento, é importante se diferenciar e criar produtos diferentes, em assuntos diferentes.

Nesta página, o Altieres Rohr define com precisão o que acontece nesse segmento de “ganhar dinheiro na internet”:

No esquema de pirâmide o objetivo é vender a mesma coisa que comprou e várias vezes. Então existem “cursos de ganhar dinheiro na internet” em que o “curso” ensina você a vender o próprio curso de ganhar dinheiro na internet (que em geral é apenas arquivos PDF), que só ensina a vender o curso de ganhar dinheiro na internet. Compreende o problema? É uma cadeia fechada. Em um determinado momento, não haverá mais pessoas na Terra para comprar o dito curso, e todos aqueles que compraram o curso por último – que não tem utilidade nenhuma – sairão perdendo.

Um sujeito que afirma ganhar quase 100.000,00 reais por mês “criou” diversos sistemas de marketing e dividiu-os. Um deles por exemplo tem cerca de 10 módulos, cada qual vendido separadamente a um preço considerável. O desavisado ansioso pra ganhar dinheiro com a internet vai e compra dois, ou três módulos. Tenta, mas como é novato, vai fracassar, e lá vai comprar outros módulos acreditando que o segredo está lá. Enfim, há uma pressão por se adquirir todos os módulos, para não correr o risco de fracassar por perder aquela informação importante que pode estar naquele módulo que não foi comprado.

Pra mim isso é jogar sujo.

É como se eu dividisse o meu livrinho sobre autoestima, que custa 15 reais, em três módulos, cada qual também a 15 reais. A pessoa compraria um, leria, e, continuando infeliz, compraria outro e ao ler e continuar infeliz, pensaria: mas será que a luz que preciso não está no terceiro ebook? E no final das contas, compraria e continuaria infeliz, porque o caminho para melhorar a autoestima é demonstrado nos ebooks, mas de nada vai adiantar se a pessoa não decidir trilhá-lo e mudar o que precisa ser mudado. Enfim, não me sentiria bem ganhando dinheiro fazendo as pessoas de bobas. Pior ainda em relação ao sujeito que promete sucessos que, na verdade, são para poucos, por uma simples questão de habilidades e competências.

Conclusão

Não acredite em contos-de-fadas. Não acredite em “segredos revelados” e propagandas marketeiras demais, com letras grandes e imagens impactantes de carros luxuosos, mulheres bonitas e uma vida de rico. A riqueza não vem por acaso e não vem por pouco. Sua riqueza cresce na medida em que você cresce como ser humano. Se o que vendem fosse realmente efetivo, estariam ocupados em aplicar seus conhecimentos, e não em dividi-los com você.

Também em relação ao SEO, publicidade e marketing online, tenha sempre um pé atrás com o que é dito por especialistas. Especialistas de SEO costumam manter um discurso certinho publicamente, mas todos tem lá suas dezenas de sites com técnicas bastante questionáveis. Enquanto usam esses sites para experimentos, vão ganhando muito dinheiro. E enquanto eles vão se dando bem, você segue aí morrendo de medo de trocar meia dúzia de links ou pôr umas palavrinhas-chave a mais na sua página, entre outras técnicas “questionáveis”.

Fica esperto!

***

Veja também um segundo texto sobre o assunto.

Como lidar com o Google Panda?

panda-maldito

Uma palavra que vai marcar 2011 para muitos blogueiros e empresários de renda online é a palavra PANDA.

Dia 12 de agosto foi como um armagedon para muito blogueiro. Vínhamos belos e faceiros, contentes com o caminho que escolheramos, que era apostar na maior empresa de internet do mundo, acompanhando o crescimento paulatino dos ganhos… e levamos uma rasteira traiçoeira dessa empresa. Ela mudou as regras no meio do jogo.

Sorte de alguns, azar de outros. Eu, como não poderia deixar de ser, fiquei do lado dos azarados :)

O nome dessa mudança se chama Google Panda e é um novo algoritmo que provocou alterações nos resultados das buscas, favorecendo alguns, prejudicando muitos outros. Com a mudança, o Google tenta filtrar o conteúdo, favorecendo conteúdos supostamente autênticos e rebaixando nos resultados das buscas sites supostamente de baixa qualidade, cujo principal objetivo é atrair o tráfego por meio de conteúdo inútil ou baseado em cópias de conteúdo original.

No meu site principal, tenho mais de 600 textos e resenhas de livros com 90% de textos originais. Tenho também umas 8000 frases, metade das quais diferenciadas, selecionadas e diligentemente classificadas durante minhas leituras diárias de mais de 3 anos. Qualidade é algo que sempre tentei agregar ao meu site principal, principalmente na questão de organização e classificação das frases, pois sei que é justamente de falta de qualidade que o conteúdo da internet é feito.

Mas o Panda não reconheceu. Perdi algo entre 30 e 40% dos acessos que vinha mantendo só neste meu site principal. E não foi só o meu blog pessoal que caiu. Foi ele e mais 30 sites de frases que vinha criando com perdas que chegaram a 70% dos acessos. Porém aí já desconfio que o rebaixamento geral que obtive em todos os meus sites de frases se deve ao fato de os outros sites que possuo serem sites de frases em que os visitantes enviavam as mesmas, de modo que a maioria delas ou era copiada, ou era de má qualidade (reconheço que a intenção das pessoas que enviavam as frases era boa e a minha intenção, a do menor esforço) e como todos esses sites linkavam o meu site principal, todos despencaram nos resultados.

PORÉM veja que dos 30 sites, 3 tiveram seus acessos aumentados após o Panda, sendo que todos são estruturalmente IGUAIS e conteúdo muito semelhante, de modo que me tem sido impossível entender o que aconteceu.

Por isso todo comentário aqui é baseado em suposições. Como tudo a respeito do Google, não se pode ter certeza de nada. Nunca temos como saber especificamente O QUÊ está errado. Então fica bem difícil corrigir os problemas. Não acredito piamente no que se diz nesses “blogs de SEO”. Os caras ditam muitas regras com base em coincidências, pois não há uma forma objetiva de associar melhoras nos índices do Google com as últimas alterações nos sites. Por exemplo, uma das características amplamente apontadas como importante numa boa estratégia de SEO é a devida atenção à semântica das tags de uma página, e dentro desse tema, criar sites com tabelas era algo que te mandava direto pro inferno, sem qualquer burocracia. Eis que esses dias encontrei um site americano de frases (quotes) na terceira posição de uma importante expressão-chave, todo desenvolvido com tabelas e outras tags antiquadas . Este é só um dos muitos exemplos de sites com péssimas características bem posicionados. O funcionamento do Google é meio como o funcionamento da mente divina, nunca se sabe o porquê de certas coisas :)

Existe uma forma de lidar com o Google Panda?

Qual a melhor solução para o Google Panda? Afinal, tem solução? Bloguerada que trabalha com SEO diz que tem.

Eu digo que… NÃO

A melhor tática de SEO depois do Panda é evitar muitas táticas de SEO. Esta página de um dos melhores, senão o melhor site americano sobre SEO indica que o futuro das buscas pendem para a qualidade. O negócio é investir em qualidade, isto é, em design, usabilidade e um ÓTIMO conteúdo, procurando escrever para as pessoas e não para os bots. Mas se você já investia nessas coisas antes de ser enquadrado no Panda, então, meu amigo, de fato, não há nada a se fazer.

A turma tá discutindo muito sobre o Google Panda mas acredite, muito poucos sabem de alguma coisa. Honestamente, acho que nem o Google sabe o que tá acontecendo :)

Tô brincando. O Google quer que blogueiros se profissionalizem na produção de conteúdo. Quer que ajamos como jornalistas, redatores, escritores, pesquisadores, etc. Ele quer mais conteúdo e quer conteúdo melhor, isto é, conteúdo útil para as pessoas, conteúdo sério, muito bem pesquisado e fundamentado. O Google espera que o visitante chegue perto de um orgasmo ao ver o seu site 😉 e saia compartilhando pra todo mundo através das redes sociais o quanto o seu site é legal.

Nessas duas semanas de Panda, FIZ DE TUDO onpage ao meu alcance para conseguir alguma recuperação. Ela não veio. Talvez se tivesse gasto toda essa energia e criado mais uns 20 artigos e posts, tivesse de fato conseguido algum resultado.

Um ponto importante que acho que vale a pena considerar é que, ao menos no segmento de frases, perdi posições para sites mais antigos, presumivelmente mais linkados e consequentemente com maior pagerank. Essa me foi a única constatação possível. Não são sites melhores, não têm mais usabilidade, não têm melhor conteúdo. Simplesmente estão a mais tempo no mercado e só recuperaram alguns posicionamentos que pessoas como eu vinham alcançando.

Bom pra eles, ruim pra nós, é a lei do oeste! Quem chega primeiro fica com a maior parte do ouro. O negócio é baixar a bola pois como disse um desses analistas de SEO americanos, também não podemos querer ensinar ao Google como é que se faz algoritmos… né?

Se você for um otimista e quiser tentar, eu gostei muito dos textos breves e objetivos da Cilene aqui e aqui (o site saiur do ar). O Adelson também escreveu aqui de forma objetiva, muito embora, repito, se você já não cuidava dos itens lembrados pelos dois autores citados neste parágrafo, no fundo, não pode reclamar se foi pego pelo Panda.

E escola dinheiro também produziu um dos melhores textos analíticos sobre o tema, muito embora suas dicas para lidar com as atualizações promovidas pelo Google Panda sejam dicas antigas de SEO, as quais, repito, qualquer um que se preze já deveria estar implementando no próprio site.

E boa sorte para todos nós.

Atualização:

Por que raios PANDA?

Redigir o texto acima me incitou uma dúvida. Não consigo entender por que o Google nomeou e divulgou uma mudança de algoritmo. Algo que deve ocorrer o tempo todo no funcionamento interno da empresa. Sei que quando não sabemos a resposta para uma questão, a resposta é dinheiro :) Mas mesmo assim não consigo entender por que o Google gerou esse buzz em torno de algo cujas estrutura básica e técnica ele não divulga, de modo que todo mundo fala Panda pra lá e Panda pra cá e sugere qualidade e bla bla bla, mas no fundo, não tem a menor noção de como a mudança funciona nem onde tudo isso vai parar.

Todo mundo fica meio bobinho na mão do todo poderoso Google.

Atualização 2:

Este post do Brasil SEO tem uma infinidade de links nacionais e estrangeiros a respeito do Google Panda. Se tiver empenho, Boa leitura! 😉

Como estão as vendas?

Muito bem, obrigado!

Num domingo desses eu estava zapeando o controle remoto tentando encontrar algo interessante para assistir e acabei parando no programa Motivação e Sucesso da Rede Vida. Nele falava o Professor Luiz Marins, conhecido autor motivacional, que também é antropólogo, palestrante e consultor de vendas. Já o conhecia anteriormente, porém nunca tinha prestado muita atenção em suas mensagens.

Ele estava dizendo algumas coisas que eu já desconfiava, intuitivamente, sem nunca ter refletido objetivamente. Porém a autoridade com a qual ele falava sobre o tema me deixou feliz, como se ele dissesse: “O Ronaud, sim, ele está corretíssimo” :)

Desse modo o Professor Marins comentava, dentre outras coisas, que o vendedor atualmente não tem que ser mais aquele sujeito extrovertido e divertido conforme a visão que a maioria de nós temos – ou eu tinha muito – sobre a atuação de um vendedor. Eu imaginava que tinha que ser alguém falante, desinibido, sem receios com as pessoas. Não! Dizia o Professor Marins que embora esses atributos ajudem, o fundamental numa pessoa de vendas atualmente é a confiança que ela passa, e que essas pessoas extrovertidas muitas vezes conseguem passar tudo, menos confiança.

Desse modo, o bom vendedor deve conhecer profundamente o produto ou serviço que vende. Então se você observar de forma abrangente, verá que todos são, de alguma forma, vendedores. Porque todos conhecem – ou deveriam conhecer – profundamente aquilo que fazem na empresa ou mesmo como autônomos. Porque venda não é meramente vender, e sim convencer. Convence melhor quem é digno de confiança, não? Então se você é um profissional que trabalha dentro de um escritório mas que está a todo momento influenciando seus colegas de trabalho de modo a tocar as operações da empresa de forma exitosa, está agindo como um bom vendedor; um vendedor de suas idéias.

Ser digno de confiança (com toda a carga de vivências e competências que isso implica) e saber conduzir pessoas e processos de modo a se alcançar um determinado fim concerteza faz de você um ótimo vendedor, por menor e mais restrita que seja sua ação.

Dizia o Professor Marins que como numa empresa tudo gira (ou deveria girar) em torno da satisfação do cliente, todos os funcionários, desde o chefe até o funcionário mais baixo na hierarquia deveriam adotar a postura de vendedores.

Neste sentido, comentava ele que numa empresa com vários colaboradores, todos deveriam ter em seu crachá a seguinte sequência, por exemplo, para um funcionário médio. Em vez de “João Silva, Motorista”, as informações de seu crachá deveriam constar assim: “João Silva, Atendimento ao cliente, Motorista”.

Evidentemente este é apenas um exemplo, e não lembro bem as palavras exatas utilizadas pelo Professor Luiz Marins, porém serve para compreendermos melhor que todo o foco de nosso trabalho numa empresa tem como objetivo final o atendimento ao cliente, isto é, a manutenção e crescimento da empresa, e não aquela funçãozinha aparentemente insignificante que exercemos.

Já por outro lado o Professor Marins comentava algo que eu não sabia que acontecia. Dizia que muitos vendedores tem uma certa vergonha de serem chamados de vendedores e que por isso ficam inventando termos diferenciados para seus crachás, como por exemplo: “João Silva, Consultor Técnico”. Realmente não imaginava que isso acontecia. Pois se eu tivesse as habilidades necessárias para ser vendedor, acho que estamparia na lateral do meu carro bem grande: “Oi, eu sou vendedor” :)

Sei lá, desde sempre vi a função de vendedor como uma das mais importantes da cadeia econômica e sempre entendi muito bem porque bons vendedores ganham bons salários. É em grande parte a eles que todos nós temos todos os produtos que precisamos bem bonitinhos nas prateleiras dos supermercados e das lojas. Embora a maioria corra mesmo atrás de dinheiro, tenho certeza que os bons vendedores consideram impagável a sensação de realmente estar ajudando a resolver os problemas das pessoas.

A todos os vendedores desse meu Brasil, meus respeitos 😉

Como economizar combustível

O segredo está em saber usar as marchas

Muitas dicas para economizar combustível se baseiam em deixar a manutenção do veículo em dia. Realmente esta é uma ótima dica para economizar combustível. Pneus calibrados e alinhados e o motor regulado, entre outros ajustes, ajudam em muito na economia de combustível. Porém há uma outra técnica mais efetiva, que permitirá economizar algo entre 20 e 30% do combustível do seu carro.

Esta técnica diz respeito a dirigir com moderação e paciência. Para pôr em prática esta técnica para economizar combustível, você deve deixar a pressa em casa. Quanto mais rápido você quiser chegar ao seu destino, mais combustível você gastará. Uma alternativa a deixar a pressa em casa, é sair rumo ao seu destino com mais antecedência. Planejamento é fundamental em tudo na vida :)

Se o seu carro tiver o contador de RPM (rotações por minuto) do motor, será mais fácil implementar esta técnica. O segredo está em deslocar o veículo normalmente, porém sem acelerá-lo demais. Neste caso recomendo nunca deixar o motor ultrapassar os 2000 rpm. Engate a primeira marcha e arranque. Porém em vez de esgoelar o motor para acelerar mais rápido, mantenha a aceleração baixa e troque para a segunda marcha. Assim que o seu carro pegar um pouco mais de velocidade, antes que ele atingir os 2000 rpm, mude para a terceira, e assim por diante, até você chegar à quinta marcha, deslocando seu veículo normalmente. Mesmo se estiver transitando lentamente, procure utilizar a maior marcha possível e a menor aceleração possível (normalmente ao largarmos o acelerador, o carro segue normalmente em marcha lenta). Marcha maior = Aceleração menor. A essência desta técnica é deslocar o carro através da utilização das marchas, e não da aceleração exagerada.

Com esta sugestão de se levar o automóvel com baixa aceleração, você chegará no mesmo lugar porém talvez levando um pouco mais de tempo. Acredito que vale a pena transformar o seu tempo em um pouco a mais de dinheiro no seu bolso, sem contar que dirigindo assim você reduzirá drasticamente as chances de algum acidente. Prudência, calma e educação no trânsito nunca são demais, afinal, são vidas iguais as nossas em jogo.

Porém você deve tomar muito cuidado em vias de trânsito rápido, onde talvez seja necessária alguma aceleração maior para se adequar à velocidade corrente na via. Não podemos nunca atrapalhar o trânsito por motivos pessoais.

E boa sorte!

Por que parei de investir na bolsa de valores?

A vida é muito curta pra ficar olhando para gráficos

* A vida é muito curta pra ficar olhando para gráficos

Durante 2009 e começo de 2010, comentava bastante aqui sobre livros e sobre o mercado de ações.

Para um iniciante, tive uma experiência bem positiva na Bovespa. Em parte por grande disponibilidade em arriscar, em parte por ter consumido uns 15 livros sobre educação financeira até então e, é claro, em grande parte por sorte. Consegui triplicar o montante inicial em um ano e meio. Para quem tinha entrado inicialmente em janeiro de 2009 na bolsa com uma parte de minhas economias plenamente disposto a perder tudo para aprender, convenhamos, foi uma experiência bem positiva.

Então estava agoniado para comprar a casa própria, e retirei o que ganhei na bolsa para dar de entrada num terreno. E atualmente estou em processo de obter o financiamento da Caixa Econômica para pagar o terreno e bancar um casebre nos fundos dele :)

Hoje até teria disponibilidade de entrar na bolsa novamente com uma quantia semelhante para iniciar uma nova trajetória, mas confesso, estou completamente desmotivado pra tal, e explico:

Bolsa consome. Bolsa desgasta. Bolsa suga a sua alma.

Não tenho o perfil psicológico adequado para investir no home-broker. O HB torna tudo muito fácil. Em poucos clique você coloca dinheiro no meio do fuzuê e simplesmente não sabe o que pode acontecer, então lá estará você (eu!) todo santo dia conferindo se a cotação de sua ação está subindo ou caindo. E pra cada dia de alta são 10 de estagnação. E você precisando de dinheiro pra já. E antes de você pegar uma explosão daquela que deixa até o hardy dando pulos de alegria, vem aquela maré lenta, letargica, agonizante, descendo gradativamente, pouquinho por dia. E a cada centavo pra baixo me corroía o estômago.

Até que um dia o negócio vira, explode pra cima e você bate a cabeça no teto de tanto pular de alegria, e estufa o peito e bate forte dizendo: Eu sou foda, eu sou o cara, chupa Buffett!!!

Outro aspecto que vale a pena ser citado é que operar o HB é algo desprovido de propósito. Ali você não está fazendo bem pra ninguém (nem mau), não está agregando valor para a sociedade (apenas para as corretoras) e não está aprendendo nada de relevante para a sua vida. Me pareceu uma tarefa bem vazia.

E o pior de tudo é que na Bolsa você não tem qualquer controle sobre nada. Se o negócio sobe ou desce ou inverte você não consegue prever até quando aquilo vai continuar, menos ainda quando vai começar :) Investir na bolsa no curto prazo vai significar muitas vezes alongar esse prazo para de repente apenas recuperar o que perdeu. Você fica muito a mercê das marés e dos fluxos espontâneos de dinheiro e, como toda dependência, não é nada legal. Robert Kiyosaki comenta em seu livro Inteligência Financeira sobre essa ausência de controle nos investimentos em ações, justificando a preferência de sua esposa por investimentos imobiliários.

Sei lá! Às vezes acho que pra toda tese haverá razões contra e pró, então vamos escolhendo aquelas com as quais nos identificamos mais. Se você ler esse texto, por exemplo, onde demonstro claramente a contradição em pessoa que sou, vai rir da minha cara =|

Enfim, a bolsa de valores é algo fantástico. Entrei, aprendi muito e gostei. Morria de inveja dos milhões que via uma só pessoa negociando em poucos segundos, enquanto eu tava ali com meus minguados reais economizados. E mesmo com pouco dinheiro tive uma experiência bem… emocionante :) Porém estou começando a concluir que ela não é pra gente temperamental, obcecada e controladora como eu, que tem pouco dinheiro e precisa agir no curto prazo para ganhar mais. Ainda acho que como investimento, naturalmente para quem tem bastante dinheiro, a bolsa de valores é melhor que imóveis, quando se está ciente do que se está fazendo. Mas essa resistência natural que sinto para voltar, demonstra claramente que a bolsa não é pra quem tem pouco dinheiro para investir e não pode esperar.

Investimentos em imóveis

Investimentos em imóveis

As (minhas) várias razões de porque considero o investimento em bolsa melhor do que investimento em imóveis

Na bolsa, quando você perde dinheiro, perde porque errou, perde porque é ansioso, perde porque perdeu. Se você perdeu dinheiro na bolsa e culpou alguém ou alguma coisa, você está agindo como um idiota. Ponto final. A bolsa é coisa de Homens. Lá é sempre VOCÊ o responsável. A bolsa é um mercado tão sério e sofisticado que é muito raro você perder dinheiro por desonestidade alheia. E mesmo que perca dinheiro por equívocos ou eventos negativos inesperados com a empresa, normalmente, se tiver paciência, vai recuperar tudo e sair com lucro ainda.

Quando você investe num imóvel para obter rendimentos com aluguéis, entrou para o circo, onde a palhaçada rola solta. É como se você ostentasse um crachá dizendo: “Oi, eu sou otário”. No ramo dos aluguéis, além da taxa de retorno ser uma taxa miserável de 0,5 a 1 por cento ao mês, em relação a um capital sempre muito grande, você perde basicamente por causa da falta de vergonha das pessoas. Você passa a depender dos outros. Passa a depender de gente estranha, cuja competência para “ganhar dinheiro” e te pagar pontualmente, você desconhece.

E depender de GENTE, você sabe, é perigoso

Entregam o imóvel sem avisar, norma.mente devendo. Atrasam o aluguel pelas mais variadas e criativas desculpas. Praticamente destroem o seu imóvel enquanto o utilizam e somem sem recuperá-lo. Sem contar o estresse de eventualmente conviver com inquilino. Há inquilinos bons, civilizados e ordeiros, mas há também cada “peça”… Se você encontrou um inquilino bom e civilizado, que paga pontualmente, trate-o como rei, porque gente assim é rara.

A alardada vantagem de que o imóvel se valoriza e reverte as perdas com a inflação é uma vantagem pequena se você sabe investir na bolsa ou mesmo, em investimentos financeiros mais conservadores. Um imóvel para alugar pode ficar meses e até anos ocioso. Um imóvel se deprecia e fica ultrapassado em relação às novidades do mercado da construção civil. Dependendo da situação, o único bem de valor que restará ao longo de algumas décadas é o terreno. Adquirir e vender imóveis é uma atividade leeeenta, burocrática, e dispendiosa. E tenho percebido também um certo faz de conta nesse mercado imobiliário. Um imóvel à venda por 200 mil raramente, veja bem, muito raramente vai ser vendido por esse valor se você tiver com pressa de vender. Vai conseguir vender rápido por 190, 195 mil, se tiver sorte, pois muito provavelmente o venderá por menos ainda. Aliás, se você tiver pressa, esqueça. Pressa e mercado imobiliário não combinam. Enfim, tenho visto que as pessoas, no mercado imobiliário, brincam de ter tal e qual capital. Mas na realidade, na hora de fechar negócio mesmo, todos são menos ricos do que gostariam.

Eu sei, esse é o mais autêntico discurso do pessimista que não sabe ganhar dinheiro. Afinal você pode pensar: “Ora veja, se é tão ruim, porque tanta gente dá a vida por uma “casa própria”? Sim, você está certo(a). A casa própria ainda me parece um objetivo imobiliário digno. Agora, imóveis como “investimento” me suscitam muitas dúvidas. No ramo imobiliário, ganha-se, mas também perde-se, porque ficamos sujeitos ao acaso. Vamos pegar como exemplo extremo esta última tragédia no Rio de Janeiro. Quantas casas próprias que levaram anos e vidas para serem construídas foram, literalmente, varridas do mapa???

Normalmente o valor equivalente a um imóvel É UM VALOR MUITO ALTO pra ficar imobilizado naquele bem. Se você souber o que fazer com essa quantia, pode não ser um bom negócio aplicá-la em um imóvel qualquer, “só pra investir”. Se eu tenho 500 mil agora, JAMAIS, mas JAMAIS MESMO vou investir em qualquer bem físico. Imóveis são bons pra quem sabe mexer com imóveis, pra quem tem a prática e já conhece todos os trâmites da atividade. Se você tem vocação pra qualquer outra área que não seja a de negócios imobiliários, e pretende um dia investir em imóveis para viver de aluguel, lamento desapontá-lo, mas veja bem onde vai pisar. Não é tão simples, nem tão seguro como parece.

Concluo este texto afirmando que para se dar bem investindo em imóveis, o fator SORTE deve ser levado em conta. Estude outras alternativas de investimentos financeiros. As taxas são praticamente as mesmas e você certamente vai se INCOMODAR muito menos.

Redação Publicitária: Sedução pela palavra

Livro Redação Publicitária

Resenha

O livro Redação Publicitária: Sedução pela Palavra apresenta as estratégias de persuasão utilizadas pela publicidade. Desconstrói o anúncio examinando as características de cada um de seus elementos e analisa todos os tipos de anúncio ao mesmo tempo em que correlaciona os aspectos da redação publicitária aplicada a cada uma das mídias. Propõe o uso de diferenciadas estratégias de mensagem para cada situação de comunicação, pois, como afirma o jornalista Matinas Suzuki Jr. ao prefaciar este livro: “A comunicação moderna se tornou fragmentária e complexa. Não se pode mais pensar em publicidade apenas intuitiva, fruto da inspiração pura. É necessário conhecer os conceitos, as técnicas e o contexto que levam às palavras certas para a comunicação certa”. Ao levar em consideração as estratégias de persuasão do texto publicitário, o autor utiliza-se também das cores e dos elementos visuais como recurso didático, despertando no leitor a consciência da importância de se fazer a leitura de campanhas/anúncios atendo-se não apenas ao texto, mas, também, à imagem.

  • Editora: Cengage Learning ou Thompson
  • Autor: CELSO FIGUEIREDO
  • ISBN: 852210476X
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2005
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 138
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio

Opinião sobre o livro Redação Publicitária

Comprei este livro por necessidade. Não deve ser novidade para você que visita este site regularmente que escrevi um ebook sobre autoestima. Pesquisar, Escrever, diagramar e expor na internet foram tarefas que estavam dentro do meu rol de habilidades. Mas então me deparei com o último elo da corrente: VENDER! E travei.

Lembrei imediatamente de certo trecho do livro Pai Rico, Pai Pobre em que o autor sugere enfaticamente que qualquer pessoa que queira alcançar patamares realmente elevados de sucesso, deve aprender a vender. E eu, naturalmente, não pensei duas vezes: corri para “os livros” 😉

Depois de alguma pesquisa, o livro Redação Publicitária: Sedução pela palavra logo me pareceu o mais apropriado. Fiquei eufórico com a leitura. Aprendi em alguns dias o que não aprendi em 4 anos de faculdade. Muito embora já tivesse ampla noção de computação gráfica e design gráfico, com suas interessantes teorias das cores, formas, composição visual, etc, jamais havia obtido qualquer traço de conhecimento sobre publicidade. Mesmo o design tendo – imagino eu – 95% de sua demanda impulsionada por solicitações que visam qualquer tipo de venda.

Você, designer em formação ou atuante, leia livros sobre publicidade. Seu horizonte vai se alargar drasticamente. Vai complementar sua formação.

Sobre o livro, o autor Celso Figueiredo traça um panorama geral, não necessariamente sobre a redação publicitária, e sim, sobre toda a publicidade. Observações, dicas, formatos, estratégias, mídias, enfim, são assuntos bem abordados no livro. Todos muito bem ilustrados com uma rica e interessante variedade de exemplos.

O autor aborda a redação como base de toda a atividade publicitária, envolvendo aí diagramação, formatos, estratégias, etc. Dessa forma, o texto vem falando de tudo um pouco, ficando as orientações sobre redação,  propriamente dita, reduzidas a passagens distribuídas ao longo do texto. Nesse sentido, levado pela força do título do livro, esperava algo mais no estilo manual de redação com sugestões de métodos de criação, roteiros de idéias e dicas importantes voltadas a adequar nossa redação para a venda.

É assim, nos informando, que vamos aprendendo, por exemplo, que marketing é uma área muito mais a ver com administração; que publicidade e propaganda são áreas muito mais correlacionadas com comunicação; e percebe por fim que VENDA é outra coisa bem diferente, embora seja ainda o objetivo primordial do marketing, da publicidade, do design, etc. E percebemos então que tem tanta coisa pra se aprender nessa vida, que é inevitável concluir vez ou outra que “morremos, e não vemos tudo”.

O Mercado de Ações ao seu alcance

O Mercado De Ações Ao Seu Alcance

Resenha

Com prefácio de Roberto Teixeira da Costa, chega ao Brasil o livro O Mercado de Ações ao Seu Alcance, de Joel Greenblatt. Considerado “o livro do ano” pelo Financial Times, é um guia para todas as idades sobre como dominar o mercado de ações.

O livro faz mais do que simplesmente estabelecer os princípios básicos para investir com sucesso no mercado de ações, ele fornece uma “fórmula mágica” fácil de ser usada e torna automática a compra de ações de boas empresas a preço de barganha.

A fórmula e o método lógico são explicados de forma convincente, com conhecimentos matemáticos da 6ª série, linguagem simples e humor. Os leitores aprenderão como usar esse método de baixo risco para dominar o mercado e os administradores profissionais por ampla vantagem.

Utilizando a fórmula, os leitores poderão obter ganhos em investimentos que superarão de longe até os melhores profissionais de investimento e os acadêmicos de primeira linha. De fato, o leitor aprenderá como é possível mais do que dobrar, em média, os ganhos anuais do mercado de valores.

  • Editora: Landscape
  • Autor: ROBERTO TEIXEIRA DA COSTA
  • ISBN: 9788577750139
  • Ano: 2007
  • Edição: 2
  • Número de páginas: 160
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio

Minha opinião sobre o livro O Mercado de Ações ao seu alcance

Este livro confirma minha opinião formada recentemente de que as abordagens no mercado de ações podem ser várias. Aqui o autor escreve como se explicasse ao seu filho os fundamentos que ele, o autor, utiliza para investir na bolsa.

Ele parte da idéia de que devemos analisar alguns fundamentos da empresa – apenas dois – e investir somente naquelas que aparentemente estão abaixo de seu valor de mercado. Essa idéia não é nova, é claro. Todo fundamentalista trabalha sob este enfoque. Entretanto aqui a “coisa” está mais simplificada. Ao invés de ficar lendo balanços e avaliando n indicadores fundamentalistas, o autor propõe que analisemos tão somente o retorno sobre o capital da empresa e o retorno sobre os lucros. A desvantagem é que a obtenção desses dados não é tão simples aqui no Brasil. O autor criou o site magicformulainvesting.com (em inglês) que permite a análise desses dados de forma rápida. Contudo ele sugere que podemos substituí-los aqui pelos indicadores ROA (retorno sobre ativos) e o conhecido índice P/L.

De qualquer forma, faz muito sentido. Minha opinião é de que para ganhar dinheiro nessa vida – em tudo – precisamos saber muito bem apenas a matemática básica. Quem acha que precisa saber fórmulas e métodos complicados está se enganando. Bom, essa é a minha opinião, baseada no senso comum de que os cálculos simples são os mais “poderosos”.

O livro O Mercado de Ações ao Seu Alcance é voltado para iniciantes OU para quem já possui algum conhecimento e busca complementá-lo. Entendi perfeitamente o raciocínio do autor e me identifiquei muito com seu método simples e direto.

A única coisa que me pareceu estranha foi ele ter chamado seu método de “fórmula mágica”. Pareceu um tanto infantil, ou apelativo, se bem que a intenção do autor pareceu mesmo vir explicar ao mais leigo o porquê de seu método ser tão interessante. E segundo o próprio autor, que tem utilizado tal “fórmula mágica” durante 17 anos (à época da escrita do livro), ela, a “fórmula mágica”, se mostrou muito vantajosa. E aqui cabe citar que o autor deixa claro que, muito embora no período total de utilização e desenvolvimento do método ele se mostrou eficiente e vantajoso em relação a média do mercado, houve alguns períodos “longos” de 2 ou 3 anos em que ele se mostrava ineficiente. Nesse ponto o autor lembrou da importância da paciência e da persistência quando o assunto é investir. E NESSE PONTO, ESTOU INTEIRAMENTE DE ACORDO. Todas as vezes em que a impaciência e a ansiedade me tomaram conta, deixei de ganhar. Recentemente encontrei a seguinte frase “perdida” por este site, que só confirma esse ponto de vista e postura:

Nossa paciência conquistará mais do que nossa força.

Edmund Burke

Pela sensatez do autor nesse sentido, venho aqui recomendar essa leitura. É uma leitura simples e fluída, sem maiores complicações, o que pode ser tudo que o leitor leigo que pretende adentrar à bolsa de valores precisa. De qualquer forma, sugiro enfaticamente que continue seus estudos.