Como estão as vendas?

Muito bem, obrigado!

Num domingo desses eu estava zapeando o controle remoto tentando encontrar algo interessante para assistir e acabei parando no programa Motivação e Sucesso da Rede Vida. Nele falava o Professor Luiz Marins, conhecido autor motivacional, que também é antropólogo, palestrante e consultor de vendas. Já o conhecia anteriormente, porém nunca tinha prestado muita atenção em suas mensagens.

Ele estava dizendo algumas coisas que eu já desconfiava, intuitivamente, sem nunca ter refletido objetivamente. Porém a autoridade com a qual ele falava sobre o tema me deixou feliz, como se ele dissesse: “O Ronaud, sim, ele está corretíssimo” :)

Desse modo o Professor Marins comentava, dentre outras coisas, que o vendedor atualmente não tem que ser mais aquele sujeito extrovertido e divertido conforme a visão que a maioria de nós temos – ou eu tinha muito – sobre a atuação de um vendedor. Eu imaginava que tinha que ser alguém falante, desinibido, sem receios com as pessoas. Não! Dizia o Professor Marins que embora esses atributos ajudem, o fundamental numa pessoa de vendas atualmente é a confiança que ela passa, e que essas pessoas extrovertidas muitas vezes conseguem passar tudo, menos confiança.

Desse modo, o bom vendedor deve conhecer profundamente o produto ou serviço que vende. Então se você observar de forma abrangente, verá que todos são, de alguma forma, vendedores. Porque todos conhecem – ou deveriam conhecer – profundamente aquilo que fazem na empresa ou mesmo como autônomos. Porque venda não é meramente vender, e sim convencer. Convence melhor quem é digno de confiança, não? Então se você é um profissional que trabalha dentro de um escritório mas que está a todo momento influenciando seus colegas de trabalho de modo a tocar as operações da empresa de forma exitosa, está agindo como um bom vendedor; um vendedor de suas idéias.

Ser digno de confiança (com toda a carga de vivências e competências que isso implica) e saber conduzir pessoas e processos de modo a se alcançar um determinado fim concerteza faz de você um ótimo vendedor, por menor e mais restrita que seja sua ação.

Dizia o Professor Marins que como numa empresa tudo gira (ou deveria girar) em torno da satisfação do cliente, todos os funcionários, desde o chefe até o funcionário mais baixo na hierarquia deveriam adotar a postura de vendedores.

Neste sentido, comentava ele que numa empresa com vários colaboradores, todos deveriam ter em seu crachá a seguinte sequência, por exemplo, para um funcionário médio. Em vez de “João Silva, Motorista”, as informações de seu crachá deveriam constar assim: “João Silva, Atendimento ao cliente, Motorista”.

Evidentemente este é apenas um exemplo, e não lembro bem as palavras exatas utilizadas pelo Professor Luiz Marins, porém serve para compreendermos melhor que todo o foco de nosso trabalho numa empresa tem como objetivo final o atendimento ao cliente, isto é, a manutenção e crescimento da empresa, e não aquela funçãozinha aparentemente insignificante que exercemos.

Já por outro lado o Professor Marins comentava algo que eu não sabia que acontecia. Dizia que muitos vendedores tem uma certa vergonha de serem chamados de vendedores e que por isso ficam inventando termos diferenciados para seus crachás, como por exemplo: “João Silva, Consultor Técnico”. Realmente não imaginava que isso acontecia. Pois se eu tivesse as habilidades necessárias para ser vendedor, acho que estamparia na lateral do meu carro bem grande: “Oi, eu sou vendedor” :)

Sei lá, desde sempre vi a função de vendedor como uma das mais importantes da cadeia econômica e sempre entendi muito bem porque bons vendedores ganham bons salários. É em grande parte a eles que todos nós temos todos os produtos que precisamos bem bonitinhos nas prateleiras dos supermercados e das lojas. Embora a maioria corra mesmo atrás de dinheiro, tenho certeza que os bons vendedores consideram impagável a sensação de realmente estar ajudando a resolver os problemas das pessoas.

A todos os vendedores desse meu Brasil, meus respeitos 😉

Investimentos em imóveis

Investimentos em imóveis

As (minhas) várias razões de porque considero o investimento em bolsa melhor do que investimento em imóveis

Na bolsa, quando você perde dinheiro, perde porque errou, perde porque é ansioso, perde porque perdeu. Se você perdeu dinheiro na bolsa e culpou alguém ou alguma coisa, você está agindo como um idiota. Ponto final. A bolsa é coisa de Homens. Lá é sempre VOCÊ o responsável. A bolsa é um mercado tão sério e sofisticado que é muito raro você perder dinheiro por desonestidade alheia. E mesmo que perca dinheiro por equívocos ou eventos negativos inesperados com a empresa, normalmente, se tiver paciência, vai recuperar tudo e sair com lucro ainda.

Quando você investe num imóvel para obter rendimentos com aluguéis, entrou para o circo, onde a palhaçada rola solta. É como se você ostentasse um crachá dizendo: “Oi, eu sou otário”. No ramo dos aluguéis, além da taxa de retorno ser uma taxa miserável de 0,5 a 1 por cento ao mês, em relação a um capital sempre muito grande, você perde basicamente por causa da falta de vergonha das pessoas. Você passa a depender dos outros. Passa a depender de gente estranha, cuja competência para “ganhar dinheiro” e te pagar pontualmente, você desconhece.

E depender de GENTE, você sabe, é perigoso

Entregam o imóvel sem avisar, norma.mente devendo. Atrasam o aluguel pelas mais variadas e criativas desculpas. Praticamente destroem o seu imóvel enquanto o utilizam e somem sem recuperá-lo. Sem contar o estresse de eventualmente conviver com inquilino. Há inquilinos bons, civilizados e ordeiros, mas há também cada “peça”… Se você encontrou um inquilino bom e civilizado, que paga pontualmente, trate-o como rei, porque gente assim é rara.

A alardada vantagem de que o imóvel se valoriza e reverte as perdas com a inflação é uma vantagem pequena se você sabe investir na bolsa ou mesmo, em investimentos financeiros mais conservadores. Um imóvel para alugar pode ficar meses e até anos ocioso. Um imóvel se deprecia e fica ultrapassado em relação às novidades do mercado da construção civil. Dependendo da situação, o único bem de valor que restará ao longo de algumas décadas é o terreno. Adquirir e vender imóveis é uma atividade leeeenta, burocrática, e dispendiosa. E tenho percebido também um certo faz de conta nesse mercado imobiliário. Um imóvel à venda por 200 mil raramente, veja bem, muito raramente vai ser vendido por esse valor se você tiver com pressa de vender. Vai conseguir vender rápido por 190, 195 mil, se tiver sorte, pois muito provavelmente o venderá por menos ainda. Aliás, se você tiver pressa, esqueça. Pressa e mercado imobiliário não combinam. Enfim, tenho visto que as pessoas, no mercado imobiliário, brincam de ter tal e qual capital. Mas na realidade, na hora de fechar negócio mesmo, todos são menos ricos do que gostariam.

Eu sei, esse é o mais autêntico discurso do pessimista que não sabe ganhar dinheiro. Afinal você pode pensar: “Ora veja, se é tão ruim, porque tanta gente dá a vida por uma “casa própria”? Sim, você está certo(a). A casa própria ainda me parece um objetivo imobiliário digno. Agora, imóveis como “investimento” me suscitam muitas dúvidas. No ramo imobiliário, ganha-se, mas também perde-se, porque ficamos sujeitos ao acaso. Vamos pegar como exemplo extremo esta última tragédia no Rio de Janeiro. Quantas casas próprias que levaram anos e vidas para serem construídas foram, literalmente, varridas do mapa???

Normalmente o valor equivalente a um imóvel É UM VALOR MUITO ALTO pra ficar imobilizado naquele bem. Se você souber o que fazer com essa quantia, pode não ser um bom negócio aplicá-la em um imóvel qualquer, “só pra investir”. Se eu tenho 500 mil agora, JAMAIS, mas JAMAIS MESMO vou investir em qualquer bem físico. Imóveis são bons pra quem sabe mexer com imóveis, pra quem tem a prática e já conhece todos os trâmites da atividade. Se você tem vocação pra qualquer outra área que não seja a de negócios imobiliários, e pretende um dia investir em imóveis para viver de aluguel, lamento desapontá-lo, mas veja bem onde vai pisar. Não é tão simples, nem tão seguro como parece.

Concluo este texto afirmando que para se dar bem investindo em imóveis, o fator SORTE deve ser levado em conta. Estude outras alternativas de investimentos financeiros. As taxas são praticamente as mesmas e você certamente vai se INCOMODAR muito menos.

O consórcio é um bom negócio?

Será que o consórcio vale a pena?

Para fins da ilustração que faço aqui, deve-se levar em conta que estamos falando de dinheiro puro, ou seja, consórcio para cartas de crédito. Um consórcio é vantajoso sim, na prática, quando você começa a pagar e logo em seguida já é sorteado e contemplado com o bem consorciado.

Mas nem todos tem essa sorte. Também sei que há investidores que lidam preponderantemente com consórcios e ganham dinheiro com isso. Neste caso, são pessoas que lidam com consórcios de maneira diferente. E também há muitos vendedores de consórcios que vivem disso. Não quero desqualificar o produto dessa gente, quero apenas demonstrar alguns cálculos simples, dirigindo-me mais aos consumidores de consórcios.

O consórcio é um bom negócio?

Vejamos! Esses dias atrás veio parar em minhas mãos um folheto divulgando algumas formas de consórcio, para imóveis, carros, motos e até para cirurgias e viagens. Pois bem…

Me pus a comparar duas formas distintas de se acumular um certo capital: Um consórcio de R$ 19.547,00 que estava sendo oferecido dentre várias outras opções no folheto, e a poupança comum, rentabilizada mensalmente em cerca de 0,6%. E as diferenças são sensíveis:

Consórcio

Num consórcio, você pode pagar, vamos lá, por exemplo, uma carta de crédito no valor de R$ 19.547,00 em 60 vezes de 397 reais. Dessa forma, visualizamos a seguinte tabela:

Prestações 397,00
Número de prestações 60
Total pago 23.820,00 (397,00 x 60)
Taxa de Manutenção 4.273,00
Capital final obtido 19.547,00 (23.820,004.273,00)

Ou seja, você espera 5 anos para perder R$ 4.273,00. Ok, ok, você não está perdendo. Essa é a taxa cobrada pelo consórcio para a sua manutenção. De qualquer forma, é um dinheiro que não é mais seu. Sem contar, no cálculo acima, as perdas proporcionadas por uma inflação anual, brasileira, de cerca de 5%.

Inflação, você deve saber, é o poder de compra do seu dinheiro. Lembre-se que no início do Plano Real, o litro da gasolina custava R$ 0,47. Ou seja, em cálculos rasos, hoje você precisa de 10 reais para conseguir comprar o que cerca de 2,50 reais compravam em 1994. E pior, se você está contente por ganhar 1000 reais hoje, esteja ciente que é como se você ganhasse 250 reais em 1994.

É a inflação iludindo o povo…

Poupança

Vamos trabalhar com os mesmos valores. Se pudéssemos  idealmente, depositar mês a mês a mesma quantia de 397 reais, durante 60 meses, teríamos pago a quantia de 23.820,00. Só aí já estamos “ganhando” 4.273 reais em relação ao consórcio. Mas há uma vantagem adicional, os juros pagos pela poupança. Há muitos educadores financeiros que afirmam que os juros pagos pela poupança são miseráveis, e é verdade, afinal com o dinheiro que deixamos guardado no banco, o próprio banco empresta pra frente e ganha 8% ao mês. De qualquer forma, a simples comparação dos juros da poupança com um consórcio já faz com que os juros miseráveis nos rendam uma quantia considerável e generosa. Vamos a tabela:

Depósitos (equivalentes às prestações) 397,00
Número de depósitos mensais 60
Total pago 23.820,00 (397,00 x 60)
Juro médio da poupança, mês a mês 0,6% (397,00 + 0,6% + 397,00 + 0,6% +397,00 + 0,6%……….. x60)
Capital final obtido 28.741,42

DINHEIRO FINAL QUE VAI FICAR COM VOCÊ, comparando o valor final do consórcio de carta de crédito e o valor final da poupança, resulta: 28.741,4219.547,00 = R$ 9.194,42.

Incrível, não? É porque os juros da poupança são miseráveis, imagina se fossem generosos!

Evidentemente o consórcio tem uma grande vantagem, que é a disciplina que ele nos impõe. Contudo é uma disciplina muito cara. Isso mesmo, com base no exemplo aqui demonstrado, você paga R$ 9.194,42 pela disciplina de se pagar a mesma quantia todo mês. E ainda há o fato que para você finalmente receber o valor consorciado, tem sempre uma certa burocracia, já o dinheiro da poupança é seu. Quando achar que deve utilizar para comprar algum bem, é só usar.

Esse texto tem apenas uma intenção. Mostrar a você o poder dos cálculos simples e dos juros, quando utilizados a nosso favor. Também serve para mostrar que quando somos negligentes com certos aspectos da vida, pagamos o preço, quase sempre muito caro. Pagamos por nossa preguiça de pensar, por nossa preguiça de aprender, por nossa indisciplina, por acreditar no que nos dizem sem averiguar a veracidade das informações, enfim, quando deixamos de utilizar nossas capacidades para nos favorecer.

Lembre-se que o conhecimento ainda paga os melhores juros :)

Vale a pena investir em ações na Bolsa de Valores?

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Bom, talvez alguns leitores saibam, outros talvez não, mas eu comecei a “desbravar” o mercado acionário desde o início desse ano (2009). Aprendi MUITO desde então e basicamente já consegui o que eu queria, que era SABER qual era a da bolsa de valores.

Tinha muita curiosidade pra saber como funciona esse negócio em que giram milhões diariamente, queria muito entrar no meio e sentir o drama. Sempre achei o mercado financeiro muito chique. Sim, coisa de gente tola, mas eu tenho dessas coisas.

Hoje faz 9 meses que tenho estado na Bovespa como um minúsculo investidor. Coloquei uma quantia lá, bem pequena, e depois de umas peripécias, posso dizer que tenho ido bem e que aprendi alguns segredos muito úteis pra quem pretende se tornar um investidor do mercado acionário.

Desde que apliquei a primeira quantia na bolsa, li diversos livros sobre ações e como não poderia deixar de ser, aprendi muito. Mas o melhor foi aprender já com alguma quantia investida, porque ler, e apenas ler, sobre ações se torna vago e pra gente ansiosa como eu, aflitivo. Então tratei logo de me cadastrar numa corretora e “mexer” um pouco e ir lendo os livros que adquiria simultaneamente. Foi a melhor atitude.

Durante esse tempo, conheci as tais das Análises Gráficas, Técnicas e Fundamentalistas. Pra começo de conversa, para mim análise gráfica e análise técnica eram a mesma coisa. Engano. São formas distintas de se analisar o comportamento dos preços das ações. E nesse tempo, li sobre gente defendendo com unhas e dentes cada uma desses modos de se analisar uma ação ou a empresa por trás dela.

Comecei a ficar desconfiado da análise técnica quando soube que alguns escritores de livros sobre a mesma não mais investiam no mercado acionário. Contraditório, não? Se os métodos por eles tratados são funcionais, porque não utilizam?

O que constatei na prática é que, se alguém realmente ganha dinheiro no dia a dia com a compra e venda de ações com base nas análises gráfica e técnica, esse alguém tem que ser MUITO BOM. Tem que ter já de início um razoável dinheiro. Tem que estudar muito, e tem que estar muito a fim de ficar ali no dia a dia com os olhos grudados na tela do computador. Não estou dizendo que não dá pra ganhar dinheiro desse modo. Creio que muito provavelmente dá, mas isso é para pessoas definitivamente pré-dispostas a esse estilo de vida.

Particularmente, não achei nada interessante ficar horas ali, torcendo pra uma ação subir, ou torcer pra ela parar de subir depois que você a vendeu 😉

O Conhecimento

Já a análise fundamentalista, com a qual me identifiquei mais, parece-me mais natural. Ou seja, ações são títulos que lhe conferem parte de uma sociedade quanto à propriedade de uma empresa, logo é mais natural você investir com o foco no andamento das atividades da empresa, e não somente no sobe e desce do preço da ação que representa a empresa na bolsa.

Com base na análise fundamentalista, esta época pós-crise é a ideal para se investir, porque o valor das ações das empresas está muito abaixo do valor que as mesmas empresas valem intrinsecamente (valor contábil), logo, a perspectiva de crescimento, ou alta, para os preços dessas ações é forte e facilmente constatável observando-se os principais índices que representam o comportamento do mercado, atualmente. E é dessa forma que tenho pautado meus critérios para investir.

Sem contar que até chegar a esta conclusão, comprei e vendi algumas ações e embora elas tenham se valorizado nesse meio tempo, se eu tivesse ficado, sim, ficado e não ter feito mais nada, com a segunda ação comprada, hoje teria conseguido maior valorização em relação ao capital inicial do que a valorização que apresento hoje. Minha opinião, muito, muito particular mesmo, que não serve de parâmetro, já que talvez “alguéns” conseguem realmente lucrar com a análise técnica, é que é impossível “prever” o comportamento dos preços, por mais “nítidos” que nos pareçam os apontamentos dos indicadores técnicos. O que me levou a outra conclusão, com a qual eu fecho estas minhas observações:

A paciência

Quando você lê em algum livro qualquer o seguinte raciocínio: “Você deve comprar na baixa e vender na alta”, o que você, que não tem experiência alguma com ações, não consegue visualizar é que entre o “comprar na baixa” e o “vender na alta” existem ali – dependendo de cada situação – 3 meses, 9 meses, 2 anos ou ainda 5 ou 10 anos. Então, esqueça aquela história de achar que vai ganhar rios de dinheiro de uma semana pra outra, a não ser que você seja realmente sortudo e saiba o que está fazendo.

Concluindo

Se você quer se tornar um investidor, pra valer, não recomento a análise técnica, nem a gráfica, nem somente a fundamentalista, mas TODAS.

Sim, você jamais será um investidor bem sucedido com um conhecimento superficial ou parcial, a não ser que tenha sorte. Mas a essa altura do campeonato, bem sabemos que sorte é quando a oportunidade encontra a PREPARAÇÃOEntão está dada a dica:

Prepare-se da melhor forma possível, estudando TUDO que lhe aparecer na frente. Reduza as incertezas com o máximo conhecimento possível. Depois invista, vá praticando e tirando suas conclusões, e deixe que o tempo faça a parte dele, com uma boa (over)dose de paciência.

Faculdade, curso de tecnologia, curso técnico ou… dinheiro? II

Fazer dinheiro, uma boa escolha profissional :)

Fazer dinheiro, uma boa escolha profissional :)

Esta é a continuação do primeiro texto, sugiro que o leia antes, clicando aqui.

Apesar da miríade de possibilidades para se estudar e se profissionalizar disponíveis atualmente, ainda vejo que na vida, você pode decidir por dois caminhos: O de ser um empresário/investidor e lidar preponderantemente com o dinheiro e formas de colocá-lo a disposição da sociedade para que ele retorne multiplicado. Ou optar por uma vida na qual o foco será seguir a sua vocação por alguma atividade profissional que lhe preencha o tempo de forma agradável.

Tudo bem, você é o que é, não adianta querermos ser milionários se nossos ritmos são de operários. Também não adianta querermos comprar e vender ações se nossos dons nos conduzem para curar as pessoas através do estudo e prática da medicina – apesar de algumas pessoas possuirem talentos diversos, muitas vezes contraditórios. Não há certo ou errado e todos são necessários à sociedade. Respeitar nossa própria natureza é essencial. O importante é chegar a um padrão de vida onde nos sintamos bem.

Mas o que nem sempre fica claro para os jovens sem as artimanhas da vida, é que se desde o início das suas vidas profissionais eles têm muito claro para si que querem mesmo DINHEIRO, então que não vão estudar qualquer faculdade achando que vão ficar ricos, muito menos cursos técnicos. Diploma não deixa ninguém rico, via de regra. O que lhe trará dinheiro é saber lidar com ele de modo que ele se multiplique, e nem faculdades de economia ou administração ensinarão isso a fundo. Faculdades não formam ninguém. Só mostram os caminhos e às vezes, nem isso.

É VOCÊ QUE FORMA A SI MESMO(A).

Eu nunca deixei que minha EDUCAÇÃO influísse na minha FORMAÇÃO. Mark Twain

O que deve ficar claro aos jovens é que por mais que tenham algum talento, por exemplo, voltado para a arte, se lá no fundo o que querem mesmo é DINHEIRO então certamente terão que, muito além da arte, conhecer todos os meandros da vida empresarial e/ou financeira. Não vão pensar que ganharão rios de dinheiro cursando qualquer faculdade de belas artes. Independente da área profissional pela qual você tenha gosto, a visão empresarial será fundamental para se chegar mais longe.

Evidentemente, lidar com dinheiro exige também vocação. Ser um empresário ou investidor exige muito mais do indivíduo do que qualquer atividade operacional. E ser um grande investidor exige tanto quanto tornar-se por exemplo, um destacado médico. Para seguir este caminho dos investimentos, somente uma faculdade não basta. Todo o conhecimento possível de ordem social e financeira serão necessários. E na maioria das vezes não encontrará esse conhecimento em cursos prontos. Vai ter que buscá-lo através de estudos, pesquisas e muita, muita leitura. Mas me responda, não é assim também em qualquer outra área na qual queiramos nos destacar?

Entendo que faz parte da natureza humana a diversidade, a criatividade e também o desafio e a aventura, e não a monotonia. E convenhamos, chega um dia em que qualquer atividade operacional ou técnica cansa. Nossa alma precisa se mover para novos caminhos para se sentir viva. Veja que trabalhar não só é bom como necessário para se manter e para preencher o nosso tempo. Mas a vida nos oferece muitas possibilidades e nossa expectativa de vida tem aumentado gradualmente. De modo que será extremamente enriquecedor para a nossa existência conhecermos outras áreas do conhecimento humano além da qual usamos em nosso trabalho. Por exemplo, porque não, após décadas de vida comercial, não passarmos a nos dedicarmos ao conhecimento das artes? Sim, seria ótimo, culturalmente enriquecedor, mas não haveria condições. Sem dinheiro não conseguiria dar aquela guinada na vida que tão bem nos faria.

E é aqui que quero chegar. Por mais que você ame a sua atividade, nunca esqueça de desenvolver a sua inteligência financeira, de modo que com o avanço do tempo, você possa se dar o direito de conhecer novos horizontes, contando para isso com as suas reservas. Ou que ao menos, ao chegar em sua aposentadoria, não passe o resto de sua vida jogando cartas com os amigos na praça. Se começarmos desde cedo a investir parte do que ganhamos, tenha certeza, ao se aposentar, você vai poder ir aonde quiser, desenvolver aqueles talentos que sempre ficaram adormecidos dentro de você ou quem sabe, poderá trabalhar, sim, trabalhar com aquilo que sempre foi o seu hobby. Sim, a vida é feita de tempo, e tempo deve ser usado, e não jogado fora.

O que eu quero dizer é que se você é daquele tipo que tem horror a números e não cuida da sua saúde financeira; ou quem sabe vive sob aquele forte condicionamento da classe média, crendo que o dinheiro serve para permitir meramente o consumo (e se endividando porque a despesa cresce invariavelmente na mesma proporção da receita); ou simplesmente, se você acha que “investimentos” são “coisa de rico”, enfim, digo que está perdendo uma grande chance de levar uma vida mais rica, não só no sentido financeiro da coisa. O controle diário de gastos e receitas, o hábito de viver com menos do que se ganha, guardando o excedente numa poupança, o interesse em aprender UM MÍNIMO sobre investimentos financeiros, enfim, que não são atitudes tão extraordinárias assim, todos esses poucos e simples hábitos levarão o seu futuro para outro patamar. E esse futuro, acredite, não está tão longe assim.

É inegável que o dinheiro é o passaporte para uma vida bem vivida, dependendo somente da disposição da pessoa de usufruir o seu dinheiro. E na medida em que você estiver bem calçado financeiramente, mesmo que você seja bem resolvido em relação a sua atividade profissional, tal calço financeiro servirá de trampolim para você alcançar novos horizontes em sua vida. Não sei se você já parou para pensar que o dinheiro influencia diretamente a nossa LIBERDADE. Há quem argumente que é possível viver bem com pouco dinheiro. Não deixa de ser verdade, dependendo das ambições de cada um. Mas eu definitivamente prefiro não me conformar com a vida que eu levaria com o pouco. Me dou o direito de ao menos TENTAR ir mais além! Esta vida nos oferece tanto para ver…

O que eu disse até aqui é relativamente pessoal. É o meu entendimento do que tenho vivenciado X o que os outros me diziam. Lembre-se, estudar e aprender é uma coisa, ter um diploma é outra. Faculdades e cursos meramente, não resolvem a vida de ninguém, apenas enganam por algum tempo. Quem não tem competência não se estabelece. Se você se esconde atrás de um diploma, cedo ou tarde, duas coisas poderão acontecer com você: A sociedade te cobrará, e se você não atender as expectativas, pagará o preço da mesmice e quem sabe até da falta de trabalho. Por outro lado, se escondendo atrás de uma atividade padrão, em nome da segurança, a sua alma gritará dia após dia para que você a ouça. Lembre-se, toda alma humana quer expressar-se, e só podemos nos expressar no lugar certo, exercendo a atividade certa contando que esse “lugar certo” e “atividade certa” tendem a mudar ao longo do tempo, porque é da natureza humana que mudem.

É a escolha do que você quer fazer da vida, com consciência e coragem, dando-se o direito ao melhor; é a escolha do caminho certo para se chegar lá; é a sua constante disposição para APRENDER e desenvolver suas competências; são essas atitudes que resolverão a sua vida. Saber bem o que se quer da vida, e procurar saber como outros já fizeram pra chegar lá é meio caminho andado.

Educação Financeira

No ano que passou, adquiri uma nova visão da vida, a qual tentei passar nesses dois últimos textos. Essa visão foi adquirida através da leitura de certos livros simples e baratos, mas fantásticos em seu conteúdo. Sugiro enfaticamente a leitura a quem interessar possa:

O Homem mais rico da Babilônia – George Samuel Clason

Segredos da Mente Milionária – T. Harv Eker

Pai Rico, Pai Pobre – Robert t. Kiyosaki

Os Axiomas de Zurique – Max Gunther

O Maior Vendedor do Mundo – Og Mandino

Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas – Dale Carnegie

O que fazer? Faculdade, curso de tecnologia, curso técnico ou… dinheiro?

E agora?

E agora?

Hoje em dia o setor de ensino está muito mais flexível e adaptado à realidade do mercado do que há dez anos atrás.

Temos a universidade, formando bacharéis, oferecendo um ensino generalista e um ponto de vista mais global sobre determinada profissão.

Tem também a qualificação técnica, a qual oferece um ensino específico, detalhado, isto é, ensina os futuros profissionais a colocarem a mão na massa, a fazer, a produzir.

E atualmente está muito em voga a qualificação de tecnólogo, que é mais ou menos um meio termo entre o ensino superior e o ensino técnico, tanto no conteúdo como no período, fornecendo informações técnicas e de mercado de forma que os profissionais não fiquem restritos somente ao “como fazer” mas que também possam adquirir uma noção mais ampla da área estudada.

Cada modalidade de ensino tem suas vantagens. Não diria que há desvantagens na medida em que se enquadram melhor ao perfil que cada pessoa pode querer da sua vida profissional. Se você é jovem, está começando, tem habilidades técnicas mas não gosta de estudar e quer arrumar logo um emprego, o curso técnico é o mais indicado, por ser rápido e trazer imediatamente todo tipo de orientação à execução de uma atividade específica. E o mercado de trabalho procura desesperadamente por esse tipo de qualificação em determinadas áreas como a indústria metal-mecânica e a área da tecnologia da informação.

Igualmente se você está nessa situação porém quer adquirir um conhecimento mais aprofundado numa determinada atividade profissional, pode escolher um dos inúmeros cursos de tecnologia que surgiram pelo país nos últimos anos. E terá igualmente, com um pouco de sorte e competência, uma rápida colocação no mercado profissional. Um setor com ampla busca por profissionais desse porte é o setor de bio-tecnologia (área de biocombustíveis, amplamente estimulada pelo governo atualmente).

Mas se você pretende ir longe na vida e além dessa mera pretensão, tem também algum talento, muita vontade e um espírito inquiridor, o curso superior se mostra o mais adequado. Este também se mostra pertinente a quem já fez curso técnico, e gostou ou gosta da área de trabalho atual, então encontrará no curso superior, modalidade bacharelado, o caminho certo para se aprofundar e expandir suas atuações na área. O ensino de nível superior é generalista e também o mais longo, ou seja, vai te mostrar praticamente tudo que é possível fazer na área estudada, de forma superficial, de modo que após a formação, você terá muito provavelmente que continuar seus estudos, agora um pouco mais técnicos e específicos, para seguir sua carreira. Isto se dará através de pós-graduação e/ou especialização.

O curso superior é também a porta de entrada para a vida acadêmica. Após a primeira graduação, será possível a conquista dos graus seguintes de pós-graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado e outras especializações. E é o caminho certo para quem se vê no futuro como cientista/pesquisador, professor universitário ou formador de opinião no ramo científico.

Mas há um detalhe nisso tudo que é pouco falado. Todas essas considerações que você encontrou aqui dizem mais respeito à vocação da pessoa relacionada às pretensões para sua vida. Mas há um certo ponto de vista que não é muito levado em conta:

DINHEIRO!

Falo um pouquinho sobre o meu ponto de vista a respeito deste “pequeno detalhe” no próximo artigo.

A importância da Poupança

A importância de poupar

Essas épocas turbulentas, no âmbito das finanças mundiais me convencem na prática de algo que estou percebendo – e vivenciando – recentemente. Já ouvi vários “especialistas” falarem da importância que a poupança tem para o começo de uma vida financeiramente equilibrada, ou seja, na medida em que você se propõe a viver com menos do que se ganha, e passa a guardar aquilo que sobra do seu orçamento mensal, estará não só dando o passo inicial para o enriquecimento, como estará melhor preparado para enfrentar os momentos de crise (ou simplesmente de baixas), até que passem.

Podem falar o que quiser do dinheiro, mas nada me faz mudar a opinião de que ele é sim, a porta de entrada para uma vida muito mais proveitosa e intensa. Muitos diriam: “Ah, mas dinheiro não é tudo“. Não, há coisas para as quais o dinheiro realmente não serve. Mas há coisas para as quais ele é indispensável. O pensamento de que dinheiro não é tudo é aquele pensamento 8 ou 80, tudo ou nada, típico de quem não consegue conviver com o equilíbrio. Mas o melhor raciocínio para se entender a verdadeira posição do dinheiro em nossa vida é simples. Me responda, se fosse para escolher, você preferiria suas mãos ou seus pés? Difícil, não é? Ora, os pés servem para uma função, as mãos para outra, e se complementam, muito embora uns vivam metendo os pés pelas mãos 😉 Cada parte do nosso corpo tem sua utilidade e o bom é ter tudo certinho no seu devido lugar. Com o dinheiro é a mesma coisa, ele serve para certas coisas, assim como o amor serve para outras, a amizade para outras, e assim por diante, e o bom é ter a quantidade certa de cada um deles.

A importância da poupança

Pois bem, quero falar da poupança. Aquele dinheirinho que guardamos (ou deveríamos guardar) que repetidas vezes salva a pátria. Ele funciona como um air-bag que nos protege dos impactos dos altos e baixos da sociedade e do nosso orçamento. É o que temos visto na relação do Brasil com a crise financeira internacional. Com os 200 bilhões de reservas acumuladas nos últimos anos pelo Banco Central, que são como uma importante poupança nacional, estamos relativamente tranquilos em relação ao que se passa lá fora. Evidentemente, um impacto haverá, os próximos meses serão mais austeros para a nossa economia, mas como tudo passa, essa crise também vai passar e com os altos níveis de reservas que temos, seremos muito menos prejudicados se compararmos a situação atual com as crises do fim da década passada.

No nível individual ocorre o mesmo. Se você tem um orçamento mensal, separe sempre 10% ou mais desse orçamento para uma poupança, e deixe lá. É um dinheiro seu. Pague a si mesmo(a) antes de pagar aos outros. Com o passar do tempo, você não só terá a possibilidade de investí-lo para conseguir maiores rendimentos, como constatará a quantia de “galhos” que esse dinheiro vai “quebrar”.

Só o hábito de viver no azul já compensa em vários aspectos. Primeiro que você dorme tranquilo. Não gastando o que não tem – o que por si só já é um grande ato de auto-disciplina e humildade – vai levar as coisas na boa e poupará sua saúde, com o estresse que você deixará de experimentar. O que é necessário custa pouco, só os supérfluos custam caro. Sem contar aquela horrível sensação, a síndrome do arrependimento pós-compra, que sentimos após comprarmos algo relativamente caro mais por impulso do que por necessidade. Você já sentiu isso? Volta e meia eu faço uma dessas e me corrói a alma.

Segundo, tem aquele ditado que diz que de grão em grão a galinha enche o papo, quer dizer, pagando as contas em dia, estará deixando de pagar um jurinho aqui, uma multinha ali, que somados no fim do mês, devem pagar talvez uma pizza, um cinema, qualquer coisa que lhe trará um imenso prazer. Esse raciocínio se complementa com o fato de que, evitando de pagar juros, ganhando aquele descontinho (que parece mínimo) por pagar aquela prestação adiantada, você automaticamente está GANHANDO DINHEIRO, já que os juros e os descontos ficarão no seu bolso, e não no do comerciante. É assim, dinheiro faz dinheiro até nas mínimas coisas.

Há quem pense equivocadamente que não adianta dar atenção às pequenas quantias. Que o que querem é dinheiro grande. Mas acredite, você jamais saberá administrar grandes quantias enquanto não aprender a administrar as pequenas. Elas até virão, mas se ficarão e se multiplicarão, somente sua competência dirá. Cá entre nós, eu tenho um carinho com as moedas que você não pode imaginar, porém não as guardo por muito tempo, meu dinheiro deixo guardado no banco, as moedas devem estar circulando, já trabalhei em comércio e sei a dificuldade que é trabalhar sem troco.

Certos pontos de vista metafísicos nos levam a crêr que não devemos poupar para as fases ruins, pois assim um dia elas virão atraídas por nossas expectativas. Acredito nisso, não devemos em hipótese alguma esperar o pior, pois isso nos traz uma péssima perspectiva. Acredito que a vida nos vem em ciclos. Vejo isso acontecer com todos, e essa nossa época nos mostra que também o mundo vive em ciclos, sendo este um dos piores em termos financeiros. Não há mal que nunca se acabe nem bem que dure para sempre. E tenho entendido o hábito de poupar parte do que se ganha como a melhor ferramenta para passar por fases ruins. Não é uma questão de segurança, mas de inteligência.

Warren Buffet – Dicas de um bilionário

 

Warren Buffet

Recebi este texto por email, e após pesquisa no Google percebi que ele já está presente em dezenas de blogs. Porém não posso deixar de publicá-lo aqui dada a profundidade do que é dito, o que está em total acordo com o propósito deste site.

Para quem não sabe, Warren Buffet é atualmente o investidor financeiro mais rico do mundo e foi por vários anos o homem mais rico do mundo. Portanto acredito que o que ele tem a dizer deve ser sempre ouvido e mais que isso, praticado:

Trechos mais importantes do email que recebi:

1. Comprou a sua primeira ação aos 11 anos, e hoje lamenta tê-lo feito tardiamente! As coisas eram baratas naquele tempo…

2. Comprou uma pequena fazenda aos 14 anos, com as economias oriundas da entrega de jornais. Pode-se comprar muitas coisas com pequenas economias.

3. Ainda vive na mesma casa modesta, de 3 quartos , no distrito de Omaha, a qual comprou após se casar, 50 anos atrás. Diz ele que tem tudo o que precisa naquela casa. Sua casa não possui muros nem cercas.

4. Dirige seu próprio carro para todo lugar, e não tem motorista particular, nem equipe de segurança à sua volta. Você é o que é…

5. Nunca viaja em jato particular, embora seja proprietário da maior companhia aérea privada do mundo.

6. Sua empresa, Berkshire Hathaway, possui 63 companhias. Escreve apenas uma carta anual aos principais executivos destas companhias, dando-lhe as metas para o ano. Nunca promove encontros nem os convoca habitualmente.

7. Transmitiu aos seus executivos somente duas regras:
Regra nº 1: Não perca nenhum centavo do dinheiro de seu acionista.
Regra nº 2: Não se esqueça da regra nº 1.
8. Não costuma freqüentar a alta-sociedade. Seu passatempo, após chegar em casa, é fazer ele mesmo um pouco de pipoca e assistir a televisão.

9. Warren Buffet não usa telefone celular, nem tem computador sobre sua mesa.

10. Bill Gates, também um dos homens mais rico do mundo, encontrou-se com ele, da primeira vez, cinco anos atrás. Bill Gates achava que nada tinha em comum com Warren Buffet. Portanto, programara seu encontro apenas por meia hora. No entanto, quando Gates o encontrou, este encontro perdurou por dez horas, e hoje em dia, Bill Gates o considera o seu guru.

Conselhos de Warren Buffet aos jovens:

Fique longe de cartões de crédito e empréstimos bancários, invista o seu dinheiro em você mesmo, e lembre-se:

A. O dinheiro não cria o homem, mas é o homem quem criou o dinheiro.

B. Viva a sua vida da maneira mais simples possível.

C. Não faça o que os outros dizem – ouça-os, mas faça aquilo que você se sente bem ao fazer.

D. Não se apegue às grifes famosas; use apenas aquelas coisas em que você se sinta confortável.

E. Não desperdice o seu dinheiro em coisas desnecessárias; ao invés disto, gaste nas coisas que realmente precisa.

F. Afinal de contas, a vida é sua ! Então, por que permitir que os outros estabeleçam leis em sua vida ?

Como sair das dívidas

A dívida é uma prisão

Esses dias eu estava observando algumas palavras buscadas no campo de busca do alto deste site, quando deparei com os termos “como sair das dívidas”. Surpreso, passei a imaginar a situação de quem procurou por esses termos. Um tanto cômica – é verdade – mas também comum. Certamente muitos se vêem perdidos em meio a contas e mais contas e não conseguem sair desse círculo vicioso. Então decidi escrever um pouco sobre isso, baseado na minha vivência, é claro. É para ler e refletir, já que não vou trazer aqui procedimentos práticos do tipo “se organize, calcule quanto deve, renegocie as maiores, etc”. Vou tentar aprofundar a questão, no sentido de que fazemos com o dinheiro o que fazemos com nós mesmos.

Você quer sair das dívidas? Simples, seja você mesmo. Nem mais, nem menos. Já parou para observar o quanto o ser humano depende de quinquilharias para viver? Você realmente precisa de TANTO para viver?

Quantos objetos deve haver numa casa comum? Certamente haverá uma infinidade. Basta uma passadinha num supermercado ou numa casa de artigos especializados qualquer (ferragens, aviamentos, embalagens, etc), e a constatação se realiza. Haja necessidades para tantos produtos. E já reparou em como as pessoas “fogem” de si mesmas vivendo para o prazer bobo e desregrado? Torram todo o seu dinheiro em prazeres vãos.

Quando você pode pagar por seus mimos e indulgências psicológicas, tudo bem. Mas a questão nisso tudo que tenho dito é justamente quando se faz tudo isso por status, como resultado da baixa auto-estima, não mais indulgência, mas por escape psicológico, a custa de dívidas, desvalorizando seu próprio dinheiro. Não gostam do dinheiro, porque se gostassem, prefeririam que ficasse em seus bolsos e não o jogariam ao vento.

Algumas necessidades existem, você sabe, e precisamos resolvê-las. Precisamos de fato de toda sorte de objetos que facilitam nossa vida. E também precisamos viver uma vida com prazer, do contrário, viver para quê? Mas existem também – e o pessoal do marketing sabe bem disso – as necessidades criadas por gente esperta, e disseminada aos quatro ventos pela publicidade nossa de cada dia. Eu entendo o valor da publicidade, afinal ela financia todo tipo de projetos os quais seriam impossíveis sem ela. Mas temos que ficar espertos e saber usá-la a nosso favor, sem cairmos em algumas armadilhas do tipo: “Ligue agora e compre o seu, não fique sem”. Pois o segredo é que o ser humano pode viver com pouco; pode viver com o necessário e viver satisfatoriamente. Basta um pouco de humildade e noção das coisas.

Invista em auto-conhecimento e em equilíbrio interior. A ansiedade custa caro. Não precisamos ser muito espertos para concluirmos que o desequilíbrio financeiro é reflexo direto do desequilíbrio na vida.

Não vou dizer aqui que para sair das dívidas, você precisará ser mais organizado(a). Isso é o básico. O que eu quero dizer é que com equilíbrio, se pode viver muito bem, apenas com o necessário tanto do ponto de vista do consumo, quanto do ponto de vista do prazer de viver. E dessa forma, as dívidas se fazem desnecessárias, afinal, uma vida equilibrada se faz com a dosagem certa de cada ingrediente. A organização e a disciplina mínima surgem espontaneamente no espírito centrado e focado em alguma meta nobre.

Continua em breve: Como sair das dívidas – Parte 2